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Tesouro, CDB ou poupança: qual opção oferece o melhor rendimento para a restituição do seu IR?

Tesouro, CDB ou poupança: qual opção oferece o melhor rendimento?

Antes de aplicar sua restituição, confira este comparativo

(Imagem: divulgação/reprodução por I.A)

Sua restituição do Imposto de Renda já está disponível, mas não sabe qual caminho seguir?

É importante saber que deixar o valor na poupança, investir em um CDB ou no Tesouro Direto são opções que valem a pena considerar.

Este artigo vai mostrar qual dessas alternativas oferece o melhor equilíbrio entre retorno, segurança, liquidez e impostos, além de apresentar exemplos práticos para ajudar você a decidir onde aplicar sua restituição.

Já recebeu a restituição do IR?

Todos os anos, milhões de brasileiros recebem a restituição do Imposto de Renda, mas muitos deixam esse dinheiro parado na conta corrente ou na poupança por meses.

Mas esse hábito tem um preço.

Dinheiro parado acaba perdendo valor por causa da inflação.

Por outro lado, aplicações conservadoras como o Tesouro Selic e CDBs pós-fixados seguem a taxa básica de juros e geralmente oferecem retornos melhores.

Antes de decidir onde aplicar, faça a si mesmo uma pergunta simples:

Quando você pretende utilizar esse dinheiro? Essa resposta é mais relevante do que simplesmente escolher a aplicação com a maior rentabilidade.

Tesouro Direto, CDB e poupança: saiba as principais diferenças

Apesar de serem investimentos considerados seguros, cada um deles funciona de forma bastante distinta.

Entenda como funciona o Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo Governo Federal do Brasil.

Basicamente, você está emprestando dinheiro ao governo e recebe uma remuneração que segue a variação da taxa Selic, principal referência para os juros no Brasil.

Por se tratar de um investimento com risco soberano, é considerado um dos mais seguros disponíveis no país.

Características principais:

  • investimento inicial acessível;
  • liquidez diária em dias úteis;
  • rentabilidade pós-fixada;
  • incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos;
  • cobrança de IOF em resgates realizados em menos de 30 dias.

O Tesouro Selic é ideal para quem busca:

  • fundo para emergências;
  • metas de curto prazo;
  • quem está começando a investir.

Entenda como funciona um CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por instituições bancárias.

Ao aplicar, você empresta dinheiro ao banco e recebe juros como retorno.

Os CDBs oferecem:

  • rentabilidade fixa;
  • rentabilidade vinculada ao CDI;
  • rentabilidade mista.

Os investimentos mais buscados para formar reserva financeira costumam render entre 100% e 110% do CDI, com liquidez diária.

Outro aspecto relevante é a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Entenda como funciona a poupança

A poupança permanece como o investimento favorito dos brasileiros por sua facilidade de uso.

Quando a taxa Selic ultrapassa 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Algumas de suas vantagens incluem:

  • isenção de Imposto de Renda;
  • resgate imediato;
  • acesso simples.

Porém, quando os juros estão altos, a rentabilidade da poupança geralmente fica abaixo do Tesouro Selic e dos CDBs com perfil semelhante.

Comparação de segurança

Muita gente pensa que só a poupança é uma aplicação segura.

Mas, na verdade:

  • Tesouro Selic possui garantia do Governo Federal.
  • CDB conta com cobertura do FGC dentro dos limites previstos.
  • Poupança também possui cobertura do FGC quando mantida em instituições participantes.

Para quem investe valores menores, essas três opções garantem ótima segurança, desde que sejam feitas em instituições reguladas.

Comparação da liquidez

Liquidez é a facilidade com que você pode transformar um investimento em dinheiro disponível.

Tesouro Selic

  • resgate em dias úteis;
  • normalmente crédito em D+1.

CDB

  • varia conforme o contrato;
  • alguns permitem resgate diário;
  • outros só no vencimento.

Poupança

  • disponível para saque imediato;
  • o rendimento é calculado pela “data de aniversário”, podendo diminuir ganhos em retiradas antecipadas.

Quando é o momento ideal para optar por cada tipo de investimento?

Escolher a melhor aplicação para sua restituição do Imposto de Renda vai além da simples análise da rentabilidade.

O aspecto mais relevante é qual é o propósito que você pretende para esse dinheiro.

Caso vá usar o dinheiro em poucos meses

Se pretende gastar a restituição ainda este ano em uma viagem, reforma, compra ou pagamento, dê preferência a investimentos com liquidez imediata.

Para essa situação, as opções mais recomendadas são:

  • Tesouro Selic, por permitir resgate rápido e seguir a taxa básica de juros;
  • CDB com liquidez diária, desde que ofereça remuneração atrativa (100% do CDI ou mais).

Essas opções geralmente ajudam a manter o poder de compra do dinheiro melhor do que a poupança.

Como formar uma reserva de emergência eficaz

Especialistas em finanças recomendam que a reserva de emergência seja aplicada em investimentos que ofereçam baixo risco e alta liquidez.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), o ideal para essa finalidade são aplicações com liquidez diária e baixo risco.

Dentre as opções recomendadas, estão:

  • Tesouro Selic;
  • CDBs com liquidez diária de bancos confiáveis;
  • Fundos DI com baixas taxas (mesmo que não sejam o foco aqui).

Investimentos indicados para prazos mais longos

Se a ideia é não usar a restituição por alguns anos, vale considerar títulos públicos como o Tesouro IPCA+ ou CDBs com prazos estendidos, que geralmente entregam rentabilidades mais altas.

No entanto, esses investimentos requerem cuidado com o prazo e, no caso do Tesouro IPCA+, com a marcação a mercado, que pode causar variações no preço do título antes do vencimento.

Por isso, para quem está começando a formar patrimônio, Tesouro Selic e CDBs pós-fixados continuam sendo opções mais práticas e estáveis.

Erros que podem diminuir o rendimento da sua restituição

Mesmo optando por um investimento seguro, alguns deslizes podem comprometer bastante o retorno obtido.

1. Manter o dinheiro parado na conta corrente

Esse é, sem dúvida, o erro mais frequente.

Na maioria das contas correntes convencionais, o dinheiro parado não rende nada, o que faz a inflação corroer seu valor ao longo do tempo.

2. Optar por um CDB sem prestar atenção à liquidez

Alguns CDBs apresentam taxas muito atraentes, porém exigem que o valor fique investido até o término do prazo.

Se for preciso resgatar o dinheiro antes do prazo, pode haver restrições para saque ou redução no rendimento.

Atente-se sempre a:

  • liquidez;
  • vencimento;
  • percentual do CDI;
  • instituição emissora.

3. Desconsiderar o Imposto de Renda

Muitos investidores avaliam apenas a taxa divulgada.

Porém, tanto o Tesouro Direto quanto os CDBs têm incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos, conforme a tabela regressiva:

4. Ignorar a proteção oferecida pelo FGC

Nem sempre o investidor verifica se o banco emissor do CDB participa do Fundo Garantidor de Créditos.

O FGC oferece proteção para investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, conforme os limites estabelecidos em regulamento.

Essa garantia é um dos grandes diferenciais dos CDBs para quem busca segurança.

5. Não escolher só pela taxa mais alta

Uma taxa maior nem sempre significa uma opção mais vantajosa.

Um investimento pode apresentar alta rentabilidade, mas também ter:

  • baixa liquidez;
  • prazo incompatível com seus objetivos;
  • maior complexidade.

A escolha deve levar em conta o conjunto completo, e não apenas a taxa divulgada.

Opinião do autor

Considerando rentabilidade, liquidez, impostos e segurança, fica evidente que não há um investimento perfeito para todos os perfis.

Para quem recebeu a restituição, o Tesouro Selic e os CDBs com liquidez diária geralmente são as escolhas mais equilibradas.

A poupança permanece como uma opção simples e familiar, mas em ambientes de juros altos tende a oferecer um rendimento menor.

Priorizar um investimento que esteja de acordo com seu prazo e metas é mais importante do que simplesmente buscar o maior retorno.

Essa escolha aumenta a probabilidade de manter o dinheiro investido pelo período ideal, potencializando os ganhos dos juros compostos.

Conclusão

Receber a restituição do Imposto de Renda é uma ótima chance para fortalecer sua situação financeira.

Ao invés de deixar o valor parado na conta corrente ou escolher automaticamente a poupança, é importante avaliar as opções disponíveis.

Antes de aplicar seu dinheiro, avalie o período que pretende mantê-lo investido e revise todas as condições do produto escolhido.

Tomar decisões com base em um bom planejamento costuma gerar resultados bem mais satisfatórios do que optar pela aplicação mais popular.

Escrito por
Juliana